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Falando da vida

“Não é hora de ser egoísta”

A vida é uma coisa tão engraçada… Se não fosse tão desgraçada sem sentido algumas vezes. Minhas paixões estão cheias de “prós” e “contras”, meu time anda dando show país a fora, o Flamengo, outrora “apenas” o time de maior torcida do mundo, ganhou respeito da imprensa e de todos os torcedores em partida contra o Santos, vencendo de por 5 x 4 e dando felicidade a maioria dos brasileiros, fazendo com que esquecêssemos o fantasma da copa América. Como eu previa, a Nintendo, minha desenvolvedora favorita de games, está afundando em baixa pelas péssimas decisões tomadas, não estou dizendo que ela está fadada ao fracasso, mas sim que enquanto atitudes menos centristas e mais abrangentes não forem tomadas, a empresa perderá muito do que conquistou em mais de 26 anos de consoles e Game Boys.

Deixando as grandes paixões de lado, me concentrando no cotidiano, pessoalmente vou bem, obrigado. Tenho mais trabalho do que posso realizar e se tudo der certo finalizo com minhas dívidas até o fim do ano. Mas infelizmente não vou poder ser tão egoísta em questão da faculdade, trabalhando muito e sem tempo pra estudar não consegui sequer começar meu TCC e estágio é uma coisa cada vez mais complicada pra mim. Creio que não vou conseguir terminar essas duas coisas até o final do ano, vou apenas terminar a grade de matérias e fazer o máximo de horas extras curriculares possíveis. É chato pra caramba perder a turma, mas já perdi a primeira mesmo, não custa ficar pra trás mais uma vez…

Quando digo estou “bem”, é um sinal mais do que simplista de que estou sozinho. É esquisito chegar aos 27 anos de idade e me descrever assim, logicamente sonhava em já ter me envolvido em um compromisso sério há anos. Mas o andar da carruagem não foi este e hoje tenho que me contentar com simples perspectivas de melhoras na vida social, algumas tardes ou noites esporádicas com os amigos jogando RPG ou senão vídeo game e as cruéis conversas virtuais no MSN ou facebook com algumas pessoas que prezo e que gostaria de sair e me divertir um pouco.

Não estou chorando mágoas e nem me lamentando, estou apenas colhendo parte de minhas decisões. Às vezes precisamos nos recolher internamente para traçarmos novas estratégias, escolher melhor os motivos de luta e corrigir os defeitos que nos torna vulneráveis. Porem, isso me faz ser o “eu” que mais aprecio. O mesmo cara de 10 anos atrás, e de fato, quantas pessoas podem dizer serem as mesmas de uma década atrás?

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